
Quando “Brokeback Mountain” (2005) venceu o Globo de Ouro em 2006, eu já demonstrei minha insatisfação. Achei que iria vencer o Oscar de melhor filme. Seria bem injusto porque a meu ver, tinham outros concorrentes melhores e merecedores do prêmio.
O filme dirigido pelo cineasta taiwanês Ang Lee (“Hulk”, “O Tigre e o Dragão”, "Razão e Sensibilidade") poderia ser mais interessante. Deixou a desejar. Poderia explorar mais a época, os personagens, a temática. Não teve nada de tão extraordinário.
Não é por ser um tema polêmico sobre gays que significa ser um bom filme, como vários críticos apontaram. Como a Academia apontou. O filme é monótono, é chato e é cansativo.
Mas é interessante ver o sexo rústico, feroz e másculo dos dois peões. Pra quem gosta, deve ter sido interessante. Selvagem também foi o modo em que Ennis Del Mar (Heath Ledger) agarra a mulher Alma Beers Del Mar (Michelle Williams) na cama e a vira de costas, dando a entender que ele imaginava estar com Jack Twist (Jake Gyllenhaal).
E também a cena forte e cruel que mostram o preconceito daquela época em uma cidade bem de interior dos Estados Unidos.
E achei também um pouco estranha a atuação de Heath Ledger. Não sei se foi intenção de construir o personagem assim, se é um jeito cowboy de falar, de nem sequer abrir a boca.
Um comentário:
Oi, van, vc escreve bem, deveria escrever mais. Não assisti ao Brokeback inteiro, na verdade foi só o começo, pois achei tão devagar que me entediou, apesar de ser tudo tão bem feito.
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